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Intraempreendedorismo: por que os líderes precisam desenvolvê-lo?

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O conceito de Intraempreendedorismo já existe há tempos. Mas foi em 1985 que um dos principais nomes da área, Gifford Pinchot III, cunhou o termo para o mundo — ao escrever o livro Intrapreneuring: Why You Don’t Have to Leave the Corporation to Become an Entrepreneur.

Segundo o autor, “Intraempreendedorismo é o ato de empreender dentro dos limites de uma organização já existente.” Porém, desde os anos 80, como você sabe, muita coisa mudou, não é mesmo? Saiba mais neste artigo!

Um breve histórico do Intraempreendedorismo

O Capitalismo Consciente vem sendo cada vez mais debatido por pessoas que acreditam na ideia de que é possível que os negócios contribuam para o bem-estar da sociedade — ao mesmo tempo em que geram lucro.

Nesse mesmo sentido, a tecnologia se mostra uma forte aliada na criação de soluções que substituem atividades mecanizadas e simples. Elas são capazes de proporcionar novas oportunidades de ocupação profissional que exigem, em certos casos, alta qualificação humana.

Os millennials, nascidos entre as décadas de 80 e 90, representam 25% da população do planeta, de acordo com a Base de Dados Internacional dos EUA Census Bureau. No Brasil, são aproximadamente 8,3 milhões. Esses jovens demonstram interesse em empreender: 72% dos estudantes do Ensino Médio respondem que preferem abrir um negócio do que trabalhar em empresas. Eles nasceram conectados, são colaborativos e parecem saber lidar melhor com a diversidade do que a geração anterior.

Nas empresas, as lideranças também passam por fortes transformações. Cada vez mais se tornam a gestão do recurso humano, lidando com os mais diversos perfis de pessoas, com alta pressão por resultados dentro de um cenário diferente do costume em relação a processos, prioridades, ferramentas, planos de carreira, entre outros.

Nesse contexto, as organizações passam por muitas transformações e precisam se adaptar com velocidade, entendendo a possibilidade real de promover inovação e mudanças em escala, gerando benefícios a todos os envolvidos.

O Intraempreendedorismo, portanto, é fator essencial. Se antes as empresas davam muito menos liberdade aos empreendedores internos e não estavam dispostas a aceitar erros e arcar com eles, a geração que está entrando no mercado de trabalho quer inovar — e precisa de espaço para isso.

Intraempreendedorismo nas empresas

Mais do que nunca, deixar de inovar é um grande risco para as organizações, principalmente para aquelas que já estão consolidadas e ainda têm o pensamento “engessado” no passado.

Para ganhar mercado e se tornar uma empresa exponencial, o diferencial está no Capital humano e intelectual. Quando engajados, os talentos possuem, principalmente na diversidade, uma capacidade acima da média de inovar e melhorar a vida das pessoas da sociedade, além de criarem um clima de produtividade e harmonia.

No entanto, para que essas pessoas consigam contribuir com as melhores soluções possíveis, o mais importante é encontrar uma cultura propícia para a inovação acontecer.

Segundo os especialistas Ismail, Michael S. Malone e Yuri van Geest, uma organização disruptiva consegue crescer até dez vezes mais rápido do que suas concorrentes, uma vez que utilizam “inovação a favor do negócio”.

Isso porque as empresas mais tradicionais seguem com seu escopo de trabalho linear e tem consigo uma quantidade limitada de recursos. Enquanto isso, as exponenciais utilizam um modelo de negócio escalável, que pode ser reproduzido em grande quantidade, acentuando a produtividade de seus colaboradores.

Em outras palavras, para sobreviver é preciso adotar as práticas do capitalismo consciente, com as empresas pensando nos impactos do que produzem, aliadas a uma cultura de empreendedorismo interno que busque o crescimento não só exponencial como sustentável. Afinal, a mudança é nossa única certeza!

Em resumo, cultivar o Intraempreendedorismo como competência crítica é uma excelente estratégia para que os talentos possam fazer a diferença nas empresas e para que o negócio consiga colher resultados positivos nesse cenário tão complexo e instável.

Características do profissional intraempreendedor

O empreendedorismo é um skill, o que torna um mito achar que ele é algum dom de privilegiados. Como qualquer competência, ele pode ser desenvolvido ao longo da vida e a partir das experiências.

Quando associamos outras habilidades, potencializamos o Intraempreendorismo.

  1. Criatividade: buscar por referências e consumir muito conteúdo são ótimas alternativas de desenvolvimento.
  2. Capacidade de inovação: inovar é ter muito foco em solução para pensar em maneiras assertivas de resolver problemas ou trazer novas opções que impactem positivamente a rentabilidade das empresas.
  3. Senso de dono: estar atento a sua volta e com um mindset de fazer acontecer.
  4. Visão global e de futuro: entender o funcionamento do negócio como um todo, além das suas ambições, é essencial para propor soluções viáveis e que sejam coerentes com a empresa.
  5. Resiliência: inovação é tentativa e erro! Por isso, é necessário ter uma alta capacidade de adaptabilidade para aprender com o que falhou e não desistir do processo.

Como incentivar o Intraempreendedorismo?

Como você já viu, as empresas têm muito a ganhar com o Intraempreendedorismo. Contudo, para que ele ganhe espaço, é preciso que seja incentivado. Entenda como a companhia pode atuar em prol dessa prática!

Eduque as lideranças

Para ter sucesso com a cultura de Intraempreendedorismo, os gestores devem estar alinhados a essa mentalidade. Por exemplo, reunir os líderes mais engajados e torná-los embaixadores de um programa com esse foco pode ser uma boa alternativa. Saber lidar com os erros também é um mindset fundamental para eles.

Estimule sua equipe

Quais são os funcionários que vem à sua cabeça quando falamos de “perfil empreendedor”? Eles podem ser ótimos inovadores internos e estimular o engajamento de outros. Acolha, escute, proporcione momentos de geração e compartilhamento de ideias.

Crie o ambiente ideal para inovação

Um estudo da Fundação Getúlio Vargas apontou que 76% dos jovens querem empreender nos próximos anos. Teoricamente, isso significa que existirão menos pessoas qualificadas no mercado.

Mas e se esses jovens pudessem ter a segurança de empreender dentro de uma empresa? Será que um ambiente intraempreendedor não seria um diferencial para atraí-los? Em pesquisas realizadas pela agência BOX1824, especializada em jovens de 18 a 25 anos, a chamada geração Z, ao contrário dos Millenials, preza por segurança e estabilidade. Isso significa dizer que ambientes corporativos serão mais interessantes a esses jovens que acabaram de iniciar sua carreira.

Depois de avaliar o ambiente da sua organização e treinar sua equipe, o ideal é criar um ambiente de experimentação e desenhar programas em que seja possível sugerir, prototipar e testar melhorias.

Para isso, o modelo pode variar: algumas empresas trabalham com pequenos grupos para desenvolver melhorias para problemas internos e muitas outras até já criaram aceleradoras de startups internas, como a 3M e o Bradesco. Planeje seus objetivos e trace os melhores programas!

Agora que você já sabe qual é a importância do Intraempreendedorismo nas organizações, estruture ações que façam sentido para a realidade do negócio e coloque-as em prática! Aproveite também para compartilhar este conteúdo com seus colegas nas redes sociais!

CURTIU ? 

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