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Liderança em Tempo de Crise – 4 orientações que todo líder pode seguir

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O papel da liderança em tempo de crise deve ser transparente, assertivo e trazer a sensação de segurança. O mesmo vale para os porta-vozes das empresas para conter as incertezas e também para traçar (e retraçar) rotas que foram desenhadas anteriormente no planejamento estratégico. Afinal, em momentos de crise, tudo o que foi pensado anteriormente pode mudar em um instante, fazendo com que seja necessária uma mudança rápida e assertiva no roteiro das organizações.

No cenário atual de quarentena, por exemplo, como parte das recomendações da Organização Mundial da Saúde para o combate à Covid-19, empresas de todos os segmentos foram impactadas diretamente, tendo que se adaptar em vários aspectos. Um deles está diretamente ligado a ações de treinamento e desenvolvimento, rotinas de comunicação, planejamento em situação de crise, entre outros. Tudo isso em um curtíssimo espaço de tempo!

Certamente, não deve ter sido fácil para quem teve que tomar decisões que afetam não somente negócios, mas a vida de muitas pessoas.

Pensando nesse contexto, trazemos, neste artigo, 4 orientações bem fundamentadas que todos os líderes podem se atentar (e seguir) diante de uma crise.

As 4 orientações fundamentais para a liderança em tempo de crise

1 – Prontidão para crise como vantagem competitiva

De acordo com a Pesquisa de Crise Global da PWC de 2019, 69% das empresas em geral sofreram pelo menos uma crise corporativa nos últimos cinco anos, enquanto as empresas com mais de 5.000 funcionários provavelmente sofreram mais de cinco crises – uma média de uma a cada ano. 

As empresas que melhor se situam nesses cenários possuem lideranças que criam planos de crise constantemente revisitados, sendo ágeis em tempo real, com planos de comunicação internos e externos competentes, planos de continuidade de negócios, exercícios de cenários realistas, flexibilidade aos erros que vão acontecer, rapidez nos reajustes de rotas e sempre, acima de tudo: foco e cuidado com as pessoas.

2 – Comitês multidisciplinares ou redes de equipes

Durante uma crise, os líderes devem abandonar a crença de que uma resposta de cima para baixo gerará estabilidade.  Com comitês multidisciplinares ou redes de equipes que se reúnem diariamente e com informações advindas de fontes confiáveis, os processos de tomada de decisão e o compartilhamentos de problemas se tornam mais práticos quando realizados em conjunto. O mesmo pode-se dizer de angústias de áreas e colaboradores, já que a disseminação de informação é coesa e sem os ruídos que ocorrem frequentemente em silos.

“Em muitos casos, a rede de equipes incluirá um centro nervoso integrado que abrange quatro domínios: proteção da força de trabalho, estabilização da cadeia de suprimentos, envolvimento do cliente e teste de estresse financeiro” (Mckinsey)

3 – Equilíbrio emocional – o valor da ‘calma deliberada’ e do ‘otimismo limitado’.

O ciclo de pausa-avaliação-antecipação de ação deve ser contínuo, pois ajuda os líderes a manter um estado de calma deliberada e a evitar exagerar nas novas informações à medida que elas chegam. Enquanto em alguns momentos, durante a crise, a ação imediata será requerida, em outros será necessário refletir, com a rede de equipes e o estudo das fontes confiáveis de informações, antes da tomada de decisão e posterior comunicação.

4 – Comunicação eficaz é a ordem para a liderança em tempo de crise

Repetidas vezes, vemos líderes assumindo um tom otimista e confiante nos estágios iniciais de uma crise – e levantando suspeitas das partes interessadas sobre o que os líderes sabem e quão bem eles estão lidando com a crise.  É fundamental iniciar logo um plano de comunicação, manter a transparência e fornecer atualizações frequentes, promovendo a segurança psicológica das pessoas.

Criar rotinas de informação e comunicação sobre a empresa, o trabalho e as vidas das pessoas – não no mesmo momento e nem utilizando os mesmos canais é uma estratégia primordial.

Demonstrar empatia, lidar com a tragédia humana como primeira prioridade para que as pessoas possam discutir abertamente ideias, perguntas e preocupações sem medo de repercussões permite que todos entendam a situação e como lidar com ela através de um debate saudável.  Essa é a missão da liderança em tempo de crise. Não será fácil e o processo de transição para o modelo ideal leva tempo. Mas, os resultados são duradouros, seja durante ou após a crise.

Por Daniela Leonardi Libaneo

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